Prefeitura promove semana da luta antimanicomial

Publicado em: 21/05/2018

Prefeitura da Estância de Bragança Paulista, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Centro de Atenção Psicossocial II, realizou a 4° semana da Luta Antimanicomial com diversas atividades.

Na segunda-feira, os pacientes puderam participar do bingo e baile; na terça-feira, caminhada com piquenique e cinema no CAPS; na quarta-feira foi realizado piquenique com o médico psiquiátrico, Dr. Ivan Centelhas e corte de cabelo com o apoio do Salão Sulamar. Na quinta-feira os pacientes receberam lanche oferecido pelo Popó e, na sexta-feira, 18, dia oficial Nacional da Luta Antimanicomial, foi realizado sarau, alongamento, zumba e feirinha de artesanatos produzidos pelos próprios pacientes na Praça Raul Leme.

Dr. Ivan Centelhas falou da necessidade de continuar atento ao tipo de cuidado oferecido às pessoas com transtornos mentais, a fim de que tenham garantia de direitos como qualquer outra pessoa. “Essa luta é para evitar a regressão ao tipo de cuidado, que antes eram feitas em manicômios, hospitais psiquiátricos como única proposta”, finaliza.

A REFORMA PSIQUIÁTRICA A Reforma Psiquiátrica no Brasil teve como marco fundamental a aprovação da lei nº 10.216, de 18 de maio de 1987, que propõe a regulamentação dos direitos da pessoa com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios, o que só ocorreu na prática em 2001. Com isso, teve o início do fechamento gradativo dos hospitais psiquiátricos, que foram sendo substituídos por tratamentos terapêuticos com a preservação dos vínculos afetivos e da identidade do sujeito.

No final do ano de 2011 foi criada a portaria nº 3088 MS/GM que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), definindo os respectivos dispositivos de saúde: Unidade Básica de Saúde; Núcleo de Apoio a Saúde da Família; Consultório de Rua; Centros de Convivência; Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nas suas respectivas modalidades; Atenção de Urgência e Emergência; Unidades de Acolhimento; Serviços de Atenção em Regime Residencial; Leitos de Saúde Mental, álcool e outras drogas em Hospitais Gerais; Serviços Residenciais Terapêuticos.

Em Bragança Paulista, houve a implantação do CAPS II em dezembro de 2014, logo em seguida o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), além de ações em saúde mental através do Núcleo de Apoio da Saúde da Família (NASF).

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Bragança Paulista é um modelo de tratamento terapêutico e já conta com 590 usuários em tratamento atendidos em regime intensivo, semi-intensivo e não intensivo, com proposta individualizada de tratamento. O local tem porta aberta e trata dos pacientes com transtorno mental grave, crônico e persistente. Todos os pacientes que o procuram são acolhidos e de acordo com o perfil, são inseridos no tratamento.