Presença de maritacas em áreas urbanas exige convivência responsável

A presença de filhotes de maritacas em forros de residências é uma situação comum, especialmente em áreas urbanas próximas a árvores e áreas verdes. Apesar do incômodo causado pelo barulho, é importante destacar que retirar filhotes do local não é permitido e configura crime ambiental.

Além de ilegal, a remoção pode colocar as aves em risco, já que a separação da mãe compromete a alimentação, o desenvolvimento e a sobrevivência dos filhotes. Em muitos casos, a intervenção humana impede que retornem à natureza de forma segura.

A orientação é aguardar o crescimento das aves até que saiam do forro naturalmente. Após a saída dos filhotes e a confirmação de que não há mais ovos ou ninhos, recomenda-se fechar as aberturas no telhado ou no forro, evitando novas ocupações. O plantio de árvores no quintal ou em áreas próximas também contribui para oferecer abrigo adequado às aves.

Curiosidades sobre as maritacas


 A maritaca (Psittacara leucophthalmus) é uma das aves silvestres mais conhecidas do Brasil. A espécie se destaca pela plumagem predominantemente verde e pela vocalização intensa.

Podem atingir até 32 centímetros de comprimento e pesar cerca de 260 gramas, sendo consideradas aves de médio porte. Machos e fêmeas apresentam aparência muito semelhante, sendo possível diferenciá-los com precisão apenas por avaliação técnica. A expectativa de vida da espécie pode chegar a aproximadamente 25 anos.

Conhecidas também como maitaca, baitaca, humaitá e periquitão-maracanã, as maritacas são aves sociáveis, que costumam viver em bandos de seis a oito indivíduos. É comum que sobrevoem juntas os locais onde passam a noite, especialmente ao entardecer.

O canto alto e estridente, mais intenso no início da manhã e no fim da tarde, faz parte da comunicação natural da espécie e do convívio em grupo. A presença das maritacas em ambientes urbanos reforça a importância da convivência harmoniosa com a fauna silvestre e do respeito aos ciclos naturais dessas aves.