Bragança Paulista promoveu fim de semana de arte e reflexão com projeto inclusivo e espetáculo de dança
No último fim de semana, foi realizada uma programação cultural que uniu arte e reflexão no Teatro Carlos Gomes e no Centro Cultural Prefeito Jesus Adib Abi Chedid, em Bragança Paulista. A iniciativa, promovida pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo, contou com atividades gratuitas e acessíveis ao público.
No sábado, dia 2 de novembro, teve início o projeto “O Tempo Não Existe Mais”, criado em parceria com a multiartista Jackeline Stefanski Bernardes. A primeira atividade, chamada “Luto e Luta”, consistiu num diálogo aberto com o público sobre o fortalecimento comunitário em momentos de perda. Realizado no Salão de Artes do Centro Cultural, o encontro foi mediado pela própria Jackeline e contou com a presença especial de Izilda Toledo, pedagoga e especialista em educação étnico-racial, que compartilhou sua visão sobre a importância do apoio mútuo na superação de perdas.
O projeto, apoiado pela Lei Paulo Gustavo, prossegue nos próximos dias com oficinas e apresentações que buscam a inclusão de todos os públicos. As atividades contam com infraestrutura para pessoas com mobilidade reduzida, interpretação simultânea em Libras e audiodescrição, e têm a participação de outros nomes da cena cultural, como a professora Malu Silva e o músico e pesquisador Felipe Antunes.
Ainda no sábado, o Teatro Carlos Gomes recebeu o espetáculo de dança “Só se For Agora”, parte do 6º Encontro de Dança C.O.R.P.O, dirigido por Ricardo Neves. A apresentação reuniu as improvisadoras-criadoras Dres Aguilera, Mariana Taques e Isadora Prata, que exploraram a improvisação e o contato físico como formas de comunicação. A trilha sonora, executada ao vivo por Flávio Hernandes, intensificou a relação entre corpo, espaço e música, levando o público a refletir sobre as conexões entre passado, presente e futuro.
O Encontro de Dança, realizado entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro, incluiu ainda uma residência artística e outras atividades gratuitas e abertas ao público, reafirmando o papel de Bragança Paulista como um polo de incentivo à arte e à cultura acessível para todos.





